A construção turística e de um resgate de memórias: recortes de um fotógrafo




Há tempos eu não dedico meu tempo a redigir um texto, porém hoje, depois de ver vastamente o que uma construção de memória(s) e turística pode trazer para uma sociedade, peguei-me a raciocinar o quanto, mesmo que tenha outras especificidades em uma cidade a serem tratadas com esmero e dedicação, tal qual ao que me retrato aqui, seria furtar de mim mesmo a visível e incontestável importância da realização histórica de um grupo de pessoas que almejam em fazer de Caxias-MA mais do que uma cidade arquitetonicamente “desenvolvida”.

Pois bem, como está no título quero voltar o redigido para minha pessoa, como gente; educador; palestrante; neuropsicólogo e fotógrafo, onde devo primeiramente me conscientizar de que não tinha visto antes tal amplitude, antes de ir até ao Mirante da Balaiada, realizar uma sessão fotográfica de um casal no dia de hoje.

Sem muitas “milongas”, a referida arte de eternização e resgate de histórias, traz a nossa cidade não apenas um local de passeio turístico.
Eu explicava a meu filho que foi me ajudar que, um dos pontos mais positivo é a valorização da mão-de-obra de uma cidade, não falo dos idealizadores e construtores de forma geral, aos quais merecem nossos aplausos sem desmerecer seus créditos, mas falo do que já está acontecendo sem precisarmos colocar uma lupa nos olhos, os vendedores de lanches, os vigilantes, os contadores de histórias, os moradores das proximidades, e, eu Wilson Lopes, que como fotógrafo já usei parte espaço para ajudar na renda familiar. Sim não foi um favor, pagamos impostos!

Uma construção dessas, valoriza um raio de mais de 50% da cidade de forma comercial, digo isso as cegas de meu conhecimento de alcance populacional dessa magnitude.
Imaginemos casas, quartos, AP’s de alugueis, imaginemos pessoas que estavam sem trabalhar, ou que trabalhavam apenas uma temporada vendiam, e agora poderão vender água mineral todos os dias para os turistas e visitantes, assim como os picolezeiros/sorverteiros, o vendedor de suquinho, o catador de latas, àquela moça que vende bombom caseiro e por aí vai; claro que respeitando às regras ambientais e demais a serem cumpridas.

Não quero aqui fazer campanha expandida, quero apenas demonstrar o desfazer de minha própria ideia anterior, a qual estava presa dentro de um casulo, e hoje saiu deste, a partir dom momento que esqueci meu próprio umbigo, do meu próprio “eu”.

Wilson Lopes
Caxias, 17 de abril de 2018

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